2017

Com que idade é que os miúdos podem começar a andar no banco da frente?

Novembro 6, 2017

Criancas no banco traseiro

“Mãe, posso ir à frente? Eu já sou crescido…”. Quem tem filhos pequenos ouve esta frase, pelo menos, um par de vezes por semana. Ao “não” parental normalmente segue-se uma pequena birra ou resmungo frustrado por parte de quem não vê mal nenhum em ocupar um lugar do carro reservado para adultos. No entanto, a persistência das perguntas e o crescimento dos miúdos leva a que, mesmo os pais, fiquem na dúvida: afinal de contas, a partir de que idade é que as crianças podem andar no banco da frente?

Para ajudar a colocar uma pedra sobre o assunto e dar-lhe os argumentos mais adequados para o próximo “não”, ajudamos a responder a esta questão.

Vamos por partes. Uma criança com menos de 12 anos não pode andar no banco da frente, a menos que meça mais de 1,35 metros. Ponto final. É o que diz o Código da Estrada e quanto a isso não há nada a fazer. Se os seus filhos ainda não têm idade nem maturidade para perceber o que são leis, o melhor que tem a fazer é explicar da forma mais dramática possível que, se andarem no banco da frente sem preencher estes requisitos, a polícia vai aparecer e multar o pai ou a mãe.

Portanto, até aos 12 anos – ou 1,35 metros de altura – não há passeios “à crescido” para ninguém. Claro que pode haver exceções. No caso dos carros em que não há bancos traseiros, como um Smart ou um veículo comercial, os miúdos podem – e devem – ir à frente. Mas só nestas situações e sempre com uma cadeira devidamente homologada ao peso e altura dos mais pequenos.

Curiosamente, é exatamente à frente que devem seguir os bebés até aos 18 meses: colocados no lugar do pendura voltados de costas, ou seja, no sentido da marcha. Isto porque os músculos do pescoço não estão suficientemente desenvolvidos para suportar o peso da cabeça em caso de travagem ou acidente. Nesta situação, é absolutamente vital que não se esqueça de desativar o airbag que, em caso de disparo, pode causar ferimentos graves numa criança.

Independentemente das birras ou de problemas em encontrar a cadeira ideal, lembre-se que a segurança é o mais importante, não só para a própria criança mas como para todos os ocupantes do carro.