Descobre para onde vai o óleo alimentar que reciclas

Pasta de dentes

Estamos em 2018, em pleno século XXI. Não há razão absolutamente nenhuma para não reciclarmos o óleo alimentar que gastamos. Em primeiro lugar porque reciclar óleo é ajudar o planeta a ser mais verde – basta um litro de óleo usado para contaminar um milhão de litros de água. Mas também porque o óleo reciclado tem mais de uma centena de utilizações diferentes.

Quando o óleo usado chega à Fábrica de Biodiesel da PRIO, em Aveiro, é submetido a uma série de processos químicos que separam os vários componentes. As impurezas são retiradas e devidamente tratadas para eliminar qualquer possibilidade de contaminação. Já purificado, o óleo é depois trabalhado por forma a produzir o biocombustível que é uma fonte de energia verde e que reduz as emissões de gases com efeito de estufa.

Mas o processo não acaba aqui: durante as reações químicas que ocorrem durante a produção de biocombustível é possível separar glicerol do óleo usado. Sim, é um produto com um nome estranho, mas que tem aplicações infinitas, e muitas delas acabam de volta à nossa casa.

Descobre as aplicações mais comuns para o glicerol:

Indústria farmacêutica
O glicerol é um dos ingredientes mais utilizados na composição de cápsulas, supositórios. É também utilizado na produção de xaropes, cremes e pomadas, antibióticos e anti-sépticos.

Indústria Cosmética
O glicerol não é tóxico, não é irritante, não tem cheiro nem sabor. Por isso mesmo, é um dos produtos de eleição da indústria cosmética e é usado na produção de pastas de dentes, cremes de pele, loções para a barba, desodorizantes, batons e maquilhagens.

Tabaco
O glicerol torna as fibras do tabaco mais resistentes e evita quebras. Por isso mesmo, é muitas vezes usado na composição dos filtros de cigarros e como veículo de aromas.

Têxteis
Durante a produção de roupa, muitas fábricas utilizam glicerol como amaciador dos tecidos. O glicerol permite ainda aumentar a flexibilidade das fibras têxteis.

Alimentos e bebidas
O glicerol é uma substância umectante. Isto significa que ajuda a prevenir a perda de humidade. Esta característica leva a que seja muitas vezes utilizado como conservante de bebidas e alimentos como refrigerantes, pastilhas elásticas, bolos e ração para animais.

Histórias que fazem a história da PRIO: Ana Pinho

Ana Pinho

Quando terminou o curso de Química Alimentar na Universidade de Aveiro, Ana Pinho só tinha um objetivo em mente: dedicar-se exclusivamente ao desenvolvimento de novos produtos alimentares. “Estava muito longe de saber que hoje estaria onde estou”, confessa a atual responsável de Marketing da PRIO.

Foi durante a frequência de um MBA na Escola de Gestão do Porto – atual Porto Business School -, que a vida de Ana Pinho mudou. “Conheci o Engenheiro Luís Martins que me apresentou ao sonho da PRIO: uma grande companhia nacional no sector dos combustíveis, que desenvolvesse produtos de elevada qualidade e que fosse capaz de concorrer com os grandes players do sector em Portugal”, recorda. Assim que acabou o MBA, entrou para a PRIO. Desde esse dia, já passaram mais de 10 anos.

Ana Pinho 2Entrou para a empresa para assumir o cargo de responsável de Qualidade, Segurança e Ambiente da PRIO Advanced Fuels, a atual PRIO Energy, e recorda esses primeiros dias com a saudade de quem viu uma empresa crescer do zero: “toda a equipa ocupava apenas um conjunto de secretárias numa das alas do edifício da Martifer Construções”. E até em casa, quando a família e os amigos lhe perguntavam pelo trabalho, Ana confessa que tinha dificuldades em explicar o que fazíamos na PRIO. “Antigamente ninguém sabia o que era a PRIO. Tinha sempre de contar toda a história”, lembra a responsável de Marketing da marca portuguesa.

Este é um problema que, uma década depois, Ana já não tem: “Toda a gente sabe quem somos”, afirma, sublinhando que a empresa se transformou, “ao longo deste tempo, construímos uma marca muito forte, que é valorizada pelos portugueses e reconhecida por todos”. “O sonho tornou-se realidade e a PRIO tem hoje um portefólio de produtos de qualidade a um preço sempre inferior”, conclui.